Astrologia Mesopotâmica

Mesopotâmia, é o antigo nome para as planícies e terras altas que ficam entre os rios Tigre e Eufrates, é uma das áreas do mundo onde a humanidade realizou a transição dos modos de vida simples para a assim chamada civilização (as outras foram Egito, Índia e China). Vários povos sucessivos controlaram esta área, dos antigos sumérios aos califas. Este berço da civilização da civilização foi o local de nascimento da astrologia ocidental e da astrologia hindu. A Astrologia chinesa é o único grande sistema astrológico que se desenvolveu independentemente da influência mesopotâmica.
 
Alguns astrólogos costumam referir-se à astrologia mesopotâmica como astrologia caldeia. Entretanto, o termo caldeu é algo confuso, senso usado algumas vezes para um grupo de pessoas que viveu na mesopotâmia antiga e outras vezes para um grupo de sacerdotes. Das últimas épocas clássicas, caldeu tornou-se sinônimo de astrólogo.
 
Por causa das associações bíblicas negativas a este grupo, as pessoas que querem depreciar a ciência das estrelas algumas vezes enfatizam associações babilônicas da astrologia e referem-se a ela como astrologia babilônica.
As gerações mais antigas de estudiosos costumam ver os mesopotâmicos  como adoradores das estrelas, como se os antigos realmente vissem as estrelas e planetas como deuses. A astrologia poderia então se explicada como um desenvolvimento mais ou menos natural da adoração das estrelas. Os estudiosos contemporâneos derrubaram esta visão, demonstrando que os mesopotâmicos associavam os deuses aos corpos celestes, em vez de identificarem os corpos como deuses. De qualquer modo, estudos recentes vão ao extremo oposto de ignorar o papel da astrologia na religião mesopotâmica.
 
Se os corpos celestes não eram venerados como deuses, qual então foi a motivação para o desenvolvimento da astrologia? A astrologia mesopotâmica desenvolveu-se inicialmente como uma forma de adivinhação – a previsão de eventos como fomes ou pragas com base em presságios agourentos como os eclipses, astrologia pessoal, individual (uma inovação mais recente dos gregos) como nós a conhecemos hoje; os astrólogos mais antigos eram, ao contrário, sacerdotes a serviço do rei que adivinhavam o destino do país. Esse sistema astrológico, dentre os mais antigos, não considerava que as estrelas e planetas exerciam “força” quase naturalistas que determinassem os eventos futuros, do mesmo modo como a força de gravidade determina a taxa de aceleração  dos objetos em queda. Em vez disso, os signos nos céu eram vistos como pistas para as intenções dos deuses.
 
Nosso familiar zodíaco de 12 signos foi projetado na Mesopotâmia, contudo os mesopotâmicos usavam os signos para auxiliá-los a localizar os corpos celestes ao longo da eclíptica.
 
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